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Madoka Magica é simplesmente uma obra-prima! Conheci essa maravilha graças a um vídeo que vi no Facebook — um edit da abertura de um dos filmes com a música Lésbica Futurista, da GABI. Eu AMO esse vídeo, é um patrimônio histórico. Esse anime é perfeito. Começa com a clássica premissa de mahō shōjo: uma garotinha encontra uma criatura fofinha que diz que seu destino é virar uma garota mágica e combater as bruxas malvadas. E ainda assim, se o anime fosse só isso, já seria ótimo, pois tem o material completo para um mahō shōjo de qualidade: roupas coloridas, uma gama de poderes criativos, protagonista fofinha e rosa, a melhor amiga de cabelo azul e uma anti-heroína gótica. Mas Madoka Magica não quer ser só isso. Pouco a pouco, o tom começa a mudar. A criatura fofa — o Kyubey — continua dizendo que tudo vai ficar bem, que o destino das garotas mágicas é cheio de brilho e esperança. Mas algo não encaixa. A Homura, por exemplo, parece determinada a impedir Madoka de aceitar o contrato. Ela surge como uma possível vilã, misteriosa e agressiva, mas sempre tentando alertar a protagonista de que ela não deve aceitar o acordo de jeito nenhum. É aí que o espectador começa a perceber: tem algo errado. O anime começa a brincar com o nosso senso de segurança. A trilha sonora vai ficando mais tensa, os cenários das lutas contra as bruxas se tornam surreais, quase como colagens de pesadelo — e o Kyubey, sempre com aquele sorriso inexpressivo, continua insistindo: “faça o contrato, você pode ter qualquer desejo realizado.” A proposta parece simples: em troca de um desejo, você ganha poderes e vira uma garota mágica. Mas o que ninguém te conta é o custo real disso. E então, BOOM. A primeira grande quebra aparece, numa cena que envolve a personagem Mami Tomoe — uma veterana, madura, confiante, que parecia ser o porto seguro das meninas. É nesse momento que o anime joga a carta na mesa. Mas não vou falar o que acontece, deixo para vocês descobrirem. Depois desse episódio, as coisas só pioram. Sayaka, a melhor amiga da Madoka, começa a ter mais tempo de tela, e seu papel na história se torna crucial para os acontecimentos futuros e para as decisões de Madoka. É também nesse ponto que começamos a ver a Homura de outra forma! Madoka Magica não só desconstrói o gênero de garotas mágicas — ele também escancara o quanto a esperança pode ser usada como moeda de troca, como ferramenta de exploração. O sistema que manipula garotas jovens e vulneráveis para se sacrificarem por algo maior, mesmo sem entenderem completamente o custo, é uma metáfora poderosa. Dá pra ver aí reflexões sobre como a sociedade pressiona meninas a serem sempre fortes, altruístas, a colocarem o bem dos outros acima do próprio. Sobre como a dor feminina é muitas vezes romantizada ou ignorada. Sobre como, mesmo quando elas gritam, ninguém escuta — a não ser outras garotas que também já gritaram. E o arco da Homura é o coração disso tudo. As revelações sobre o porquê de ela perseguir a Madoka são uma lição de amizade e amor. A virada da Madoka, lá no final, quando ela finalmente escolhe o que ser e o que fazer com o próprio destino, é de arrepiar. Alguém me dá pelo amor de deus Madoka Magica é sobre amizade, perda, sofrimento e resistência. É sobre se quebrar por dentro, mas continuar. É bonito, é trágico, é inteligente pra caramba. E tudo isso envolto numa estética lindíssima, com trilha sonora de outro mundo e momentos visuais que grudam na sua mente como um pesadelo bonito demais pra acordar. No fim das contas, Madoka Magica te pega pela mão como se fosse te levar pra um passeio mágico — e quando você vê, tá no meio de uma guerra emocional, chorando no chão (o que foi o meu caso). É um dos meus animes favoritos da vida. Sério. Pra mim é 10/10 sempre. Recomendo pra todo mundo. Madoka Magica é patrimônio universal e uma obra de arte
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