Essa série foi um achado! Tanto a primeira quanto a segunda temporada são ÓTIMAS!
Mas resolvi falar de ambas de forma separada, pois a segunda temporada é uma história independente da primeira e merece uma resenha só para ela.
Aqui, temos 3 histórias que são contadas de forma simultânea sobre mulheres que moraram na mesma casa, só que em anos diferentes. Essas 3 mulheres cometeram um assassinato dentro desta casa (coisa que é revelada desde o começo, mas sem muitos detalhes). Então, as 3 histórias irão contar como esses assassinatos aconteceram:
1963: Beth Ann, uma típica dona de casa, daquelas que faz bolo e serve o marido igual uma escrava, após uma conversa com sua vizinha, começa a desconfiar que é corna. Então, ela decide fazer amizade com a amante para se vingar do marido, mas as coisas começam a sair do controle.
1984: Simone Grove é uma dondoca que tem a vida perfeita e ama sua imagem de mulher bem-sucedida e bem casada. Só que, certo dia, ela descobre que seu marido é gay e que estava a traindo. Então, ela começa um romance muito doido com um novinho gostoso bem mais jovem que ela e que é filho de sua melhor amiga.
2019: Taylor Harding é uma advogada bem-sucedida que sustenta seu marido e tem um casamento aberto. Ela é bissexual, e um dia traz uma das ficantes para morar com eles. Seu marido começa a se atrair por ela também, o que acaba resultando em um trisal. Só que, como em todo relacionamento, vários atritos começam a surgir à medida que os 3 vão convivendo.
Eu acho essa série genial, pois ela é cheia de plot twists e personagens que você começa odiando e acaba amando. Nos primeiros capítulos, você tem a sensação de que já sabe exatamente como será o desfecho, como se o autor tivesse entregado a história de bandeja logo no início. Porém, a história vai se moldando, as coisas vão acontecendo, e da metade para frente você fica “como isso vai terminar? Como elas vão acabar matando alguém?”
E quando termina, você fica tipo “CARACAAAA”.
Todas as histórias são boas, a de 2019 é a mais fraca em comparação às outras, mas o ritmo da série consegue equilibrar bem as três histórias.
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Season 2
Eu gostaria de dizer que essa temporada é carregada nas costas pela personagem da Lana Parrilla, que é simplesmente uma diva, cheirosa, maravilhosa, vilãzona que você ama odiar.
PORÉM, os outros personagens também dão um show… Caramba, esse elenco é simplesmente ótimo, e cada personagem tem seu carisma e suas camadas.
Aqui temos doses perfeitamente equilibradas de comédia, drama e mistério. Daria facilmente uma novela, porém aqui temos apenas 10 episódios que são muito bem servidos de puro entretenimento.
Temos a rivalidade da poderosa Femme Fatale, dama da alta sociedade Rita Castillo, e da coitada e ingênua (que de ingênua não tem nada) dona de casa Alma Fillcot, que sonha pertencer à alta sociedade também.
O sonho de Alma é entrar no renomado clube de jardinagem, um clube do qual só mulheres de alta classe fazem parte. A líder do clube de jardinagem é a própria enigmática Rita Castillo, a quem Alma sonha ser igual, pois ela é tudo que Alma não é: rica, bem-sucedida, linda, um modelo a ser seguido. Porém, a vida de Alma vira de cabeça para baixo quando, em meio aos preparativos para se apresentar ao clube, ela descobre que seu marido é um serial killer.
O destino das duas começa a se cruzar quando a filha de Alma começa a sair com o amante de Rita, e Alma descobre que a dama não é tão perfeita como demonstra.
As duas começam a entrar em um embate. Alma começa a fazer de tudo para ascender na alta sociedade e se torna uma mulher no qual a gente não sabe o que esperar.
Então a gente vai se aprofundando no passado de Rita e descobrindo como ela ficou rica, enquanto Alma vai se corrompendo cada vez mais para ser uma grande mulher. E tudo isso acontece enquanto a história de basicamente todos os personagens começa a se cruzar, e eles vão criando laços mortais que levarão a um final SURPREENDENTE.
Aquele final… Nossa, PQP…