Submarine… Foi e continua sendo um dos meus filmes favoritos.
Conheci por volta de 2016, quando uma ex-amiga minha me indicou o álbum. Escutei o álbum e pensei: “Caramba, muito bom, tenho que ver o filme”. Assisti ao filme em uma tarde de domingo e chorei pra caramba, pois, na época, eu estava no início de uma profunda depressão.
Reassisti novamente com meu amiguinho nerd, e estou feliz porque percebi que a aura triste do filme, que eu tinha antes, estava intrinsecamente relacionada à minha depressão daquela época. É um filme bem sensível, com diálogos e reflexões profundas. Mas não diria que é um filme triste. Eu tinha essa visão porque eu estava triste. Atualmente, vejo mais como uma obra de arte. Uma obra de arte sobre amor, dilemas da vida, adolescência e autoconhecimento.
Bom, em resumo, Oliver Tate vive seu primeiro romance com a misteriosa e linda Jordana (um dos meus poucos bi panics! Garota linda, LINDAAAA, já falei que acho ela LINDA???), ao mesmo tempo que tenta salvar o casamento dos pais, enfrenta a turbulência da adolescência e blá blá blá.
Oliver é um daqueles típicos INTPs robozinhos que gostam de ver a vida por um lado racional/poético, o que faz dele um ser peculiar e um tanto sem tato. Mas Jordana é sua contraparte. Apesar de racional, tem seu lado impulsivo e aventureiro. Os dois formam um casal peculiar que se atraem por conta de suas peculiaridades.
O final é simplesmente ótimo! Sobre a trilha sonora, sou completamente apaixonada pelo álbum, mas minhas favoritas são Piledriver Waltz, que encerra o filme com chave de ouro, e a clássica e famosinha Stuck on the Puzzle, que é a essência desse filme.
Enfim, estou feliz por trazer essa obra para o meu memorial e por tê-la reassistido. E claro, por ter apresentado para o meu amigo nerd que se alimenta mal (obrigada pela companhia, aprecio isso ^^).
Em resumo, Submarine é um bom filme por ter:
-Um personagem principal cativante.
-Roteiro e diálogos inteligentes.
-Um estilo visual único.
-Uma trilha sonora perfeita.
-Uma mistura equilibrada de comédia e drama.
-Um retrato honesto da adolescência, principalmente do povo “indie/esquisito” (engual eu ☝️🤓).
Nada me tira da cabeça que o ator que faz o Clive nesse filme é a versão masculina da Margaret Qualley.
Eu deveria ter assistido a esse filme há MUITOOOO tempo, mas fui adiando até que ontem finalmente assisti. E olha, achei... lindíssimo! Um dos filmes com temática LGBT mais bonitos e sensíveis que já vi!
(🚨 Essa resenha contém spoilers)
O filme se passa na Inglaterra do século 20, onde o amor entre dois homens era não apenas tabu, mas também ilegal. O protagonista, Maurice Hall, é um jovem que enfrenta um conflito interno gigantesco ao perceber sua sexualidade. Ele se apaixona por seu colega Clive Durham, e o relacionamento entre os dois é uma montanha-russa de emoções.
No início, tudo é lindinho, poético e fofo, mas, por conta da pressão da sociedade e da homofobia, Clive vai se reprimindo cada vez mais. Isso culmina no fato de ele ceder às expectativas da época, esconder sua sexualidade e se casar com uma mulher.
Essa virada é uma facada tanto no coração de Maurice quanto no do espectador. Eu já estava preparada para o pior, porque sei como as obras dos anos 80/90 sobre personagens LGBT adoravam simplesmente ferrar com eles, terminando em drama e tristeza.
MAS o que eu não esperava era o surgimento de Alec Scudder. Scudder é tudo o que Maurice não é — ousado, seguro de si e cheio de paixão. Um personagem que eu nem imaginava que faria parte da história simplesmente surge e causa uma baita reviravolta.
Com isso, o desfecho do filme se transforma em UM DOS MELHORES FINAIS DE FILME LGBT que já vi na vida! Cara, Maurice tinha aquela química mental com Clive — era fofo e poético — mas, com Scudder, Maurice descobre o que é o amor verdadeiro.
E aquele final… Clive lá, com cara de tacho, pensando em como seria se ele tivesse tido coragem de viver seu amor com Maurice, enquanto Maurice e Scudder terminam felizes, seguindo seus corações. Mesmo tendo que abdicar de muita coisa e arriscar arruinar suas vidas, eles escolhem viver aquele amor.
PUTA QUE PARIU, ABSOLUTE CINEMA!!!
Esse filme é lindo, com uma fotografia impecável, atuações ótimas… Estou simplesmente apaixonada!
Que filme, meus amores!!!
Isso aqui é uma obra de arte. Fico triste que esse filme não seja tão repercutido quanto deveria, inclusive é até meio difícil achar vídeos resenhas completas e interessantes sobre ele.
Vou deixar uma sugestão de uma vídeo resenha na segunda foto do post!
Enfim, conheci esse filme em uma edit aleatória e depois ele foi indicado por um amigue. Então resolvi assistir e realmente é um ótimo filme!
Conta a história de Lilico, uma artista japonesa que é uma verdadeira It-Girl no seu país. Ela é linda, padrão, e influente. Todas as garotas querem ser como ela, e ela é a estrela em capas de revista, filmes e comerciais.
Só que ninguém sabe que Lilico nem sempre teve a aparência que tem. Ela conseguiu chegar a esse padrão através de cirurgias proibidas, em clínicas clandestinas. Ela fez tantas cirurgias plásticas que conseguiu alcançar a perfeição... mas, a que custo?
Em um ponto de sua vida, ela está tão modificada que começa a apodrecer viva, e isso se torna um dilema. Quanto mais ela faz procedimentos estéticos para reparar um problema, mais outro problema vai surgindo, e ela vai entrando em um tobogã rumo à própria ruína.
Mas o filme não é só sobre cirurgias estéticas e suas consequências, vai além disso. Lilico é completamente perturbada emocionalmente, tem um ego gigantesco, ao mesmo tempo que morre de medo de perder tudo que conquistou através da beleza. Ela é obcecada pela fama, pela perfeição e por ter tudo e todos. Mas, como sabemos, a perfeição é impossível, e a moça vai ter que lidar com toda a pressão de ser famosa, o medo de ser substituída por alguém mais nova e mais bonita, e todos esses rolês.
O filme tem diálogos muito interessantes, cenas marcantes, e é muito legal ver até onde uma pessoa vai pela beleza e pela fama, ao mesmo tempo que se questiona se Lilico é realmente a vilã daquela história ou apenas mais uma vítima de todo um esquema maior.
Eu AMO de paixão esse desenho!!!
Lembro-me de quando lançou e eu descobri aleatoriamente no catálogo da Netflix. Li a sinopse: "Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente." e pensei… QUE BOSTA, GENIAL!
Tipo, é uma sinopse bem “bosta”, mas consegue ser um slice of life da vida adulta de um personagem “CLT”, com dilemas normais de seres mortais normais. E conseguem encaixar TANTAS camadas dentro dessa história, que tipo… PQP!
A Retsuko é uma personagem comum, com uma vida comum, uma ameba com zero assertividade que não sabe dizer não e que sonha com um amor… (Ou seja, a Retsuko sou eu).
Aí tem o rolê dela cantar death metal no karaokê para desestressar. Convenhamos, essas cenas são demais, o tom de rock ‘n’ roll do anime é uma ótima quebra de padrões, mas, no fim, isso serve para ser um alívio cômico e para conectar a personagem com Haida...
Digo isso porque 90% dos dilemas da Retsuko se passam no mundinho comum dela. Ela se mete em altas situações inusitadas simplesmente existindo e vivendo a vida pacata dela, e o death metal é mais como um meio de escape, um hobby. E isso faz a gente se identificar com ela pra caramba! Tipo, Retsuko é um panda vermelho, mas é um dos personagens mais humanos já criados. Na vida real, as pessoas são assim... Só estão vivendo a vida delas, sonhando com um emprego melhor, com um amor, e os dilemas simplesmente acontecem.
Tá que temos situações inusitadas, como o arco em que ela vira idol ou o arco em que conhece o gostoso e bilionário do Tadano. Mas, ainda assim, Aggretsuko consegue ser uma série totalmente leve, com dilemas muito interessantes, porque você consegue se colocar no lugar da personagem. Aliás, EU consigo, porque sou igual a ela.
As primeiras duas temporadas são as melhores, lembro-me de assistir durante o almoço. A terceira e a quarta têm um tom mais de aventura e situações inusitadas. E a última… Nossa, com certeza é a temporada mais reflexiva e melancólica, um encerramento lindo para a série.
Eu nem sou muito de acompanhar hype. Na verdade, quanto mais falado está algo, menos vontade eu tenho de assistir, mas essa aqui eu acredito que valeu a pena ter entrado na onda!
Lançada durante a pandemia, Round 6 chegou misturando suspense, drama e uma crítica social pesada, tudo isso envolto em jogos mortais que deixam a gente de coração na mão. (Eu amo a temática de jogos mortais, competição, battle royale e afins).
Logo de cara, o que me conquistou foram os personagens. Cada um tem uma história única, cheia de camadas, e você acaba se apegando até aos mais inesperados. O protagonista, Gi-hun, é um cara comum, meio canastrão, cheio de dívidas e problemas, mas com um coração gigante. Ver ele se transformando ao longo da série foi incrível! E a Sae-byeok? diva, cheirosa, linda, forte, incrível!
Chorei rios na prova da bolinha de gude! Foi uma das cenas mais emocionantes e doloridas… Tipo, séries como essa deixam claro que todos os personagens vão morrer e que apenas um pode vencer, mas você ainda tem uma fagulha de esperança de que eles possam sobreviver. E dói quando morrem, mesmo você já estando preparado…
Temos um policial gostoso, um vilão gostoso (no caso, o amigo amargo do Gi-hun, daddyzão), e o recrutador, que é um personagem GOSTOSO e rouba a cena mesmo não tendo muito tempo de tela.
Sobre os jogos… Gosto bastante! A mistura de infantilidade com violência é genial, e é justamente isso que faz a série funcionar tão bem. Os cenários coloridos da ilha fazem parecer que você está em um liminal space. A trilha sonora e a fotografia também merecem destaque, criando um contraste absurdo com a brutalidade do que está acontecendo.
No fim, Round 6 é mais do que uma série sobre jogos mortais. É um retrato da desigualdade social, da ganância humana e da luta pela sobrevivência. Deveria ter acabado na primeira temporada. Mas, vindo da Netflix, a destruidora de séries sedenta por dinheiro, era impossível que encerrasse ali.
Porém a série não ganha mais estrelas por que a segunda e terceira temporada decairam bastante a qualidade da série.