Esse filme me causa sensações conflitantes. Assisti novamente ontem, e, ao mesmo tempo que me senti HORRORIZADA e EXTREMAMENTE DESCONFORTÁVEL, também senti que é um filme bonito, poético e atemporal.
A história se passa em Paris, em 1968, e é protagonizada por Matthew, um americano que está morando na cidade, e que conhece um casal de gêmeos, Isabelle e Théo.
Eles se tornam os primeiros amigos de Matthew. Quando os pais dos gêmeos viajam, eles convidam Matthew para morar com eles. Durante o tempo em que convivem, a amizade dos três acaba se transformando em um estranho e intenso triângulo amoroso.
O filme é visualmente belo, os atores são LINDOS, especialmente o que interpreta o protagonista. As cenas são milimetricamente pensadas, e há várias homenagens ao cinema antigo.
O romance entre os três é intenso. A relação entre os gêmeos Isabelle e Théo é perturbadora, pois às vezes dá a entender que eles são como uma única pessoa. Mas, mesmo assim, não podemos esquecer que eles são irmãos, e que Matthew estava se envolvendo em um romance incestuoso.
Apesar de o romance entre os gêmeos ser completamente pirado e esquisito, Matthew se vê cada vez mais envolvido por aquela estranha paixão. E nós, telespectadores, apesar da bizarrice, também ficamos presos à tela.
Acho o final lindo. Eu ODEIO esse filme, pois toda vez que assisto fico com a sensação de “que P**** É ESSA QUE TÔ ASSISTINDO?”. Mas, ao mesmo tempo, amo esse filme, pois depois de assistir começo a refletir sobre o quão bonito, poético e bem feito ele é…
Já que estamos em um clima meio novelesco esta semana, vou falar dessa novela a qual eu assisti recentemente, e não foi pelo SBT (estava no ar muito recentemente, acabou esses dias inclusive).
Teresa foi a única novela a qual eu fui procurar para assistir COMPLETA por livre e espontânea vontade. Ou seja, assisti a várias novelas ao longo da minha infância. Se eu fosse resenhar cada uma das quais eu tenho afeição, eu ficaria dias fazendo isso, porém, eu assistia porque passava na TV, e quando eu era criança, a internet estava começando.
Eu nunca assisti Teresa, nem quando passou na TV, por isso, sempre tive essa curiosidade de assistir, principalmente para comparar com Rubi, que foi uma que eu acabei acompanhando na TV.
Enfim, assisti aos cento e lá vai cacetada capítulos da novela, e posso dizer, é sim uma ótima novela!
Teresa é uma personagem incrível, inteligente, bonita, e que sofreu mais que a Juliette na mão dos outros personagens, por isso acho que quando ela vira “vilã”, é apenas uma consequência do que o mundo fez com ela. Ela quer sair da pobreza a qualquer custo e ter uma vida de sucesso, e sabe muito bem como conseguir isso.
MAAS, ela teve sim atitudes muito babacas, não consigo passar pano para tudo. Os outros personagens também são muito interessantes, porém algo que me irritou nessa novela é que tem muito personagem INSUPORTÁVEL, só que muitos deles não foram escritos para serem insuportáveis, mas eles simplesmente são.
O próprio mocinho é um purgante. No núcleo da vila, só dois personagens se salvam: o pai da Teresa e a tia dela; o resto são todos chatos pra caramba.
E como eu nunca tinha assistido à novela, e também não sabia de nenhum spoiler, posso dizer que a experiência de ver essa novela foi incrível. Tinha episódios que eu ficava tipo “que tédio, que encheção de linguiça,” mas tinha episódios em que acontecia alguma reviravolta e eu ficava “O QUEEEEEEEEE?”
Muito boa a novelinha, recomendo. "Entre ser ou não ser, eu sou."
Essa série foi um achado! Tanto a primeira quanto a segunda temporada são ÓTIMAS!
Mas resolvi falar de ambas de forma separada, pois a segunda temporada é uma história independente da primeira e merece uma resenha só para ela.
Aqui, temos 3 histórias que são contadas de forma simultânea sobre mulheres que moraram na mesma casa, só que em anos diferentes. Essas 3 mulheres cometeram um assassinato dentro desta casa (coisa que é revelada desde o começo, mas sem muitos detalhes). Então, as 3 histórias irão contar como esses assassinatos aconteceram:
1963: Beth Ann, uma típica dona de casa, daquelas que faz bolo e serve o marido igual uma escrava, após uma conversa com sua vizinha, começa a desconfiar que é corna. Então, ela decide fazer amizade com a amante para se vingar do marido, mas as coisas começam a sair do controle.
1984: Simone Grove é uma dondoca que tem a vida perfeita e ama sua imagem de mulher bem-sucedida e bem casada. Só que, certo dia, ela descobre que seu marido é gay e que estava a traindo. Então, ela começa um romance muito doido com um novinho gostoso bem mais jovem que ela e que é filho de sua melhor amiga.
2019: Taylor Harding é uma advogada bem-sucedida que sustenta seu marido e tem um casamento aberto. Ela é bissexual, e um dia traz uma das ficantes para morar com eles. Seu marido começa a se atrair por ela também, o que acaba resultando em um trisal. Só que, como em todo relacionamento, vários atritos começam a surgir à medida que os 3 vão convivendo.
Eu acho essa série genial, pois ela é cheia de plot twists e personagens que você começa odiando e acaba amando. Nos primeiros capítulos, você tem a sensação de que já sabe exatamente como será o desfecho, como se o autor tivesse entregado a história de bandeja logo no início. Porém, a história vai se moldando, as coisas vão acontecendo, e da metade para frente você fica “como isso vai terminar? Como elas vão acabar matando alguém?”
E quando termina, você fica tipo “CARACAAAA”.
Todas as histórias são boas, a de 2019 é a mais fraca em comparação às outras, mas o ritmo da série consegue equilibrar bem as três histórias.
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Season 2
Eu gostaria de dizer que essa temporada é carregada nas costas pela personagem da Lana Parrilla, que é simplesmente uma diva, cheirosa, maravilhosa, vilãzona que você ama odiar.
PORÉM, os outros personagens também dão um show… Caramba, esse elenco é simplesmente ótimo, e cada personagem tem seu carisma e suas camadas.
Aqui temos doses perfeitamente equilibradas de comédia, drama e mistério. Daria facilmente uma novela, porém aqui temos apenas 10 episódios que são muito bem servidos de puro entretenimento.
Temos a rivalidade da poderosa Femme Fatale, dama da alta sociedade Rita Castillo, e da coitada e ingênua (que de ingênua não tem nada) dona de casa Alma Fillcot, que sonha pertencer à alta sociedade também.
O sonho de Alma é entrar no renomado clube de jardinagem, um clube do qual só mulheres de alta classe fazem parte. A líder do clube de jardinagem é a própria enigmática Rita Castillo, a quem Alma sonha ser igual, pois ela é tudo que Alma não é: rica, bem-sucedida, linda, um modelo a ser seguido. Porém, a vida de Alma vira de cabeça para baixo quando, em meio aos preparativos para se apresentar ao clube, ela descobre que seu marido é um serial killer.
O destino das duas começa a se cruzar quando a filha de Alma começa a sair com o amante de Rita, e Alma descobre que a dama não é tão perfeita como demonstra.
As duas começam a entrar em um embate. Alma começa a fazer de tudo para ascender na alta sociedade e se torna uma mulher no qual a gente não sabe o que esperar.
Então a gente vai se aprofundando no passado de Rita e descobrindo como ela ficou rica, enquanto Alma vai se corrompendo cada vez mais para ser uma grande mulher. E tudo isso acontece enquanto a história de basicamente todos os personagens começa a se cruzar, e eles vão criando laços mortais que levarão a um final SURPREENDENTE.
Aquele final… Nossa, PQP…
Essa é uma série curta, com episódios de aproximadamente 30 minutos.
É a segunda série sueca da Netflix que trago para cá! A primeira foi Tore, nos primórdios do feed. E devo dizer que, apesar de Tore e Amor e Anarquia serem do mesmo país, são séries bem diferentes. Claro, a temática de ambas as histórias não tem nada a ver uma com a outra. Tore tem um ar mais melancólico e sombrio, enquanto Amor e Anarquia tem uma vibe mais descolada e juvenil, apesar de a protagonista já ser adulta formada.
Ligo Amor e Anarquia com a norueguesa Skam (também já resenhada aqui), pois são séries bem parecidas. E quando digo parecidas, não me refiro exatamente aos personagens e à história, mas ao formato em si. A paleta de cores mais quente, o jogo de câmera constante, e a sensação de que você está vendo uma série documental, no qual o telespectador faz o papel de câmera.
Gosto disso, é descolado, moderno, tem uma vibe de “malhação” sofisticada, e isso deixa a série leve e digerível..
Sobre o enredo, Sofie é simplesmente fodona! Ela chega para trabalhar em uma editora que está quase falida por não se ter modernizado, com a missão de revitalizá-la e atrair o público mais jovem. Lá ela conhece o técnico de TI, Max, e acaba entrando em um caloroso jogo de flerte com ele, que desencadeia um romance intenso.
Acontece que Sofie é casada, tem filhos e uma carreira de sucesso, e essa rebeldia pode colocar tudo o que ela tem a perder, então ela se vê dividida. Sofie é uma personagem interessantíssima; os dilemas que ela enfrenta com o pai e com a família são bem interessantes
O núcleo da editora também é ótimo, e é um ótimo alívio cômico. Denise, Friedrich e Caroline são ótimos personagens! Destaco Friedrich, por ser totalmente o oposto da protagonista Sofie, apegado a antigas tecnologias, e com dificuldade de aceitar o novo.
Já Max, apesar de ter um rostinho lindo, na primeira temporada achei um personagem bem raso. A personalidade marcante de Sofie acaba ofuscando ele. Porém, na segunda temporada, ele ganha mais destaque e acabamos nos aprofundando um pouco mais na história do rapaz. No entanto, eu esperava ver mais dele…
Um daddy chamado Jonathan vaga pelas ruas à procura de garotos de programa, pedindo-lhes para fazerem um roleplay (interpretar um personagem). Ele pede que usem um perfume específico e uma peruca. No entanto, todos os homens que saem com ele ficam assustados e acham aquele "fetiche" coisa de doido.
Até que um dia ele encontra um garoto de programa aventureiro chamado Adam, que aceita fazer o papel sem questionar. O rapaz faz tão bem que Jonathan decide pagá-lo para ser esse personagem durante uma viagem inteira.
Então, os dois estabelecem as regras: seria uma viagem de 3 dias de carro para o Grand Canyon, e o rapaz faria o papel de Brandon, que, segundo Jonathan, é um jovem perdido na vida, sem muito refinamento, mas muito temperamental. Nesse roleplay, Jonathan e Brandon (o personagem que Adam está interpretando) estão apaixonados e viajando para o Grand Canyon.
Jonathan é um homem estranho e sistemático, fica bravo quando qualquer coisa que ele planejou sai do controle. Adam é impulsivo e provocante e, apesar de ser obediente e submisso às vezes, gosta de quebrar as regras para ver a reação de Jonathan.
No decorrer da viagem, Adam nota que aquilo não se trata de um simples roleplay e que o personagem que ele interpreta era alguém real.
Adam percebe que tudo naquela viagem já estava milimetricamente planejado por Jonathan. Os lugares onde tiravam fotos, as poses para as fotos e até os "acidentes" que aconteciam durante a viagem eram coisas que já haviam ocorrido no passado da mesma forma.
Adam então fica irritado, pois começa a ter sentimentos por Jonathan, mas ao mesmo tempo, tudo aquilo é irreal. Ele começa a querer desistir daquela loucura, pois não sabe quem é Brandon nem por que está fazendo aquilo, além de que Jonathan, quando Adam sai do personagem, o trata com indiferença e desprezo, como se ele fosse apenas um produto.
Recomendo o filme, é memorável, pelo menos na minha memória. A premissa foi tão interessante que me marcou a ponto de eu procurar novamente para ver.