UMA PATAQUADA SEM IGUAL
Nessa história, o calouro Toono se muda para uma escola particular masculina. Lá ele conhece o simpático Yaguchi, que logo vira seu amigo e o convida para entrar no clube de esportes. Porém, Toono é ruim em esportes e precisa escolher um clube para entrar. Então, ele escolhe o clube de fotografia.
No seu primeiro dia no clube, Toono conhece um rapaz alto e gentil que irá ingressar no mesmo clube que ele, chamado Kishima.
Ao chegar no clube, Toono é recebido pelos membros com uma orgia. Somos apresentados a personagens icônicos como o Yuri, um rapaz de cabelo rosa que age como se tivesse sérios problemas mentais, Tamura, um rapaz de cabelo azul que é grosseiro e pervertido, e Shikatani, que é um femboy ácido e nada amigável.
O objetivo do clube “de fotografia” é basicamente transar com o máximo de pessoas possível, e quem não conseguir transar em um mês, será obrigado a participar de uma orgia com os membros do clube.
Toono fica abismado com tudo aquilo, enquanto Kashima acha tudo aquilo normal.
O núcleo principal do mangá gira em torno de Toono, seu novo amigo Yaguchi e Kishima, e no dilema de com quem ele vai desenvolver algo (e transar) antes que o mês acabe. Com o passar dos capítulos, a história vai se aprofundando, e a gente conhece melhor todos os personagens. Tem vários núcleos que se interligam e reviravoltas interessantes.
Apesar desse enredo caótico e de tudo parecer uma grande palhaçada, até que eu gosto bastante desse mangá. Recomendo para quem não tem grandes expectativas de um enredo sério e realista e só quer dar umas risadas e passar o tempo.
“Esta estrada nunca terá fim. Provavelmente vai para todo o mundo”.
Um filme gay onde o “casal” principal é protagonizado por Keanu Reeves e River Phoenix, o que poderia dar errado?
TUDO.
Dois jovens vivem nas ruas de Portland no meio das drogas e da prostituição. Scott Favor (Keanu Reeves) é um jovem rico e rebelde que só quer envergonhar sua família. Mikey Waters sofre de narcolepsia e é apaixonado por Scott. Eles decidem viajar para a Itália em busca da mãe perdida de Mikey.
A estética do filme é linda. Inclusive, ouvi boatos de que o ensaio fotográfico de divulgação do filme inspirou Akimi Yoshida no design dos protagonistas de Banana Fish.
Apesar de bonito, o filme é pesado e triste. Não espere romance, só espere sofrimento. Mikey é pobre e está nas ruas desde criança; seu sonho é conhecer sua mãe. Scott é rico, porém mimado e rebelde. Ele faz de tudo para provocar a família e usa Mikey e outros garotos em situação de rua para se infiltrar na miséria apenas por rebeldia.
A relação de amizade de Scott e Mike é bonita, mas, ao mesmo tempo, tóxica. É uma mistura de admiração e desprezo, amor e indiferença, parceria e traição.
Tenho dó do Mikey. Ele só queria ser amado e não merecia um amigo como Scott. Scott é um personagem com uma personalidade marcante, gostoso e provocativo, mas não deixa de ser desprezível como pessoa. E eu nem diria que é por conta dele se prostituir de propósito sendo rico e tendo condições de viver uma vida “normal”, mas sim pela forma como ele usa Mike.
No fim do filme, Scott volta para sua vidinha de rico e abandona Mike e todos os amigos da rua. No final, tudo aquilo era apenas uma diversão, enquanto, na perspectiva de Mike, era sua dura realidade.
Esse filme é esteticamente lindo, mas a história é sádica e triste, e o arco de Roma é basicamente aquele meme: “Início de um sonho” / “Deu tudo errado”.
Esse é um clássico que me introduziu de vez na cena drag e me fez ter um outro olhar sobre essa arte.
Eu já estava um pouco familiarizado com drag queens antes de ver RPDR, mas confesso que tinha um pouco de preconceito, pois via como uma arte espalhafatosa e chamativa. Balela! Paguei a língua, pois, quando resolvi dar uma chance para RPDR, fiquei tão viciado que virei fã de carteirinha.
É muito gostoso de assistir, prende até o final, e as competidoras são incríveis, cada uma com sua personalidade e estilo únicos. Sei que pode ser assustador quando você vê que o programa tem 16 temporadas. Mas dê uma chance, veja pelo menos as 12 primeiras.
Como todo reality, o show tem seus defeitos, como várias “injustiças” por conta de ser um programa gravado e no qual as decisões dependem dos jurados e não do público. Além disso, houve várias polêmicas nas quais a dona RuPaul cometeu alguns erros nas primeiras temporadas, fazendo declarações transfóbicas. Mas a velha se arrependeu (ou viu que ia ficar sem dinheiro -qq) e, com o passar das temporadas (infelizmente demora), a inclusão de pessoas trans no elenco começou a acontecer. O que é irônico, pois pessoas trans são parte importantíssima da cena drag.
Enfim, Drag Race é basicamente uma franquia na qual várias drag queens competem em desafios de atuação, dança, costura e vários outros, e a cada episódio a mais “fraca” é eliminada. Assim seguimos até chegarmos à final, quando uma vencedora ganha o título de “Next Drag Super Star”.
Drag Race é um fenômeno, um clássico, que teve vários spin-offs, como o All Stars, e seu formato foi exportado mundialmente. Inclusive, temos o nosso Drag Race Brasil, cuja primeira temporada estreou ano passado.
Recomendo que vocês conheçam pelo menos a franquia principal, que é RuPaul’s Drag Race USA. Tem 16 temporadas e é a essência principal do show, pois foi aqui que o programa surgiu. E depois, se gostarem, deliciem-se com as diversas outras versões do show que existem por aí.
Essa aqui fez parte da minha adolescência e tem meu eterno carinho. Que série, meus amigos...
Acho a premissa simplesmente genial: um grupo de 8 pessoas, que vivem em diferentes lugares do mundo, é conectado de uma forma sensorial, é como se basicamente essas 8 pessoas fossem uma só. À medida que eles crescem e vão se tornando adultos, começam a ter os primeiros sinais dessa conexão e acabam interagindo uns com os outros. De repente, eles começam a acessar o corpo do outro, tendo acesso aos sentidos, visões, pensamentos e afins. No começo, acham que estão ficando malucos, esquizofrênicos, mas depois entendem melhor o que está acontecendo e por que estão conectados.
No decorrer da série, descobrimos que existem pessoas que sabem o que está acontecendo e querem caçá-los para fazer estudos. É um prato cheio de romance, ficção científica, aventura, drama, representatividade e ação. Cada um dos personagens tem seus próprios dilemas, cultura e vivência, e é interessante ver o que acontece quando essas 8 pessoas começam a interagir umas com as outras. Além disso, eles estão ligados pelo fato de estarem sendo caçados.
Infelizmente, a série foi cancelada na segunda temporada. Porém, a série tinha um fandom tão grande e o cancelamento gerou tanta revolta que a Netflix lançou um filme de 2 horas que deu um encerramento digno para a série.
No final, apesar de ter acabado precocemente, eu sinto que foi até melhor. A Netflix tem o dom de estragar séries, e senti que, a partir da segunda temporada, Sense8 começou a viajar um pouco além e estava indo para um caminho arriscado. É claro que ainda havia muitas tramas para serem desenvolvidas e a série ainda tinha muito caldo para dar. Mas, pelo menos, a Netflix teve a decência de encerrar o projeto com um final interessante e digno.
DOCE E SENSUAL
Adoro essa obra, é um mangá curtinho e com traços muito bonitos. É uma história de amigos de infância que sempre se gostaram, mas vão assumir isso só depois de adultos...
Em uma pequena cidade que tem uma vibe de interior da Itália, dois amigos desde pequenos cresceram juntos. No presente, Teo tem uma loja de bebidas, e Camilo uma loja de cigarros (Daí vem o nome do mangá).
Camilo é um homão da p***, calmo, bondoso, alto, e muito popular, com cabelos compridos nos quais usa xampu com cheiro de toranja… Já Teo é um rapaz com uma vibe meio tsundere, porém ao mesmo tempo é tímido e de bom coração.
Vai haver um festival do vinho na cidade, e a presença de Teo é importante para sua loja. Nesse festival, existe uma competição de bebidas.
Então, Camilo o chama para beberem juntos e treinarem para a competição. Numa dessas noites juntos, Camilo confessa seu amor ao amigo de infância, e os dois começam a desenvolver lentamente um romance doce e sensual.
É lindinho, os personagens são uns fofos, e claro que tem aquele clichê básico de “eu não sou gay”, mas a tensão sexual dos dois personagens é nítida desde a primeira página, e depois que o romance engata, vai ficando cada vez melhor. Recomendo para quem quer uma história leve, delicadamente excitante, e gosta de uma vibe interiorana do tipo “me chame pelo seu nome”.